A Carla tem 32 anos e é assistente social. É casada com o Luís que tem 30 anos e é economista. O Rodrigo nasceu em Setembro de 2013.
Já passaram 14 meses, mas a Carla ainda se lembra bem das primeiras semanas depois do nascimento do Rodrigo: um misto de emoções, muito medo de falhar e recordações doces do primeiro sorriso.

O que sentiste quando viste o teu bebé pela primeira vez?

O primeiro sentimento foi uma explosão de felicidade, seguido com “e agora tenho este pequeno ser, dependente de mim, será que sou capaz de lhe dar tudo o que ele necessita?”, seguido logo após de um “meu Deus eu tenho um bebé para cuidar e não percebo nada disto!”.

Portanto um misto de felicidade extrema com um medo terrível de não conseguir assumir do melhor modo esta nova responsabilidade. E se sorria logo após o nascimento, pouco depois instalou-se este peso da responsabilidade, que me deixava muito angustiada.

No Hospital, sentia-me protegida, pois a qualquer momento tinha ali, alguém especialista em saúde e bebés para me ajudar. Na chegada a casa, e embora tivesse ali o pai do Rodrigo e a minha mãe, sentia um peso e pressão enorme em cima e uma vontade de provar que conseguia cuidar do Rodrigo.

O pós-parto apanhou-te de surpresa? 

Completamente de surpresa pois julgava que seria tudo muito mais fácil e na realidade menos cansativo( até porque não necessito normalmente de muitas horas de sono). Pensava que estava preparada e que fosse amamentar, mudar fralda, mimar e dormir. Nada disso aconteceu de forma assim tão fácil, porque como percebi depois os bebes não são máquinas nem os cuidados necessários ao Rodrigo vinham escritos num livro de instruções. Ler Mais